Segunda Leva – A Brassagem da Weiss

Vou descrever o passo-a-passo de forma mais resumida já que expliquei melhor no post sobre a brassagem da primeira leva.

Começo sempre sanitizando todo o material que será utilizado e esterilizando com água fervendo alguns outros mais importantes, a cerveja é facilmente contaminável e por isso todo cuidado é pouco.

Dessa vez optei por fazer uma weiss, cerveja de trigo, que é o meu estilo preferido. (Era o estilo preferido na época!)

Comprei os maltes já moídos e misturados, o que facilita muito pra nós cervejeiros iniciantes. Vale lembrar que nessa mistura há malte de trigo e a proporção que usei na receita foi de 50%, valor acima do que costumam colocar.

Dois sacos de malte moídos, num total de 5kg.

Estava com meu amigo e advogado Rogério, ele apareceu pra assistir e bater um papo durante a brassagem. Fizemos um churrasquinho regado a cerveja Budweiser que ele trouxe.

Equipamento montado e comecei os trabalhos, embora seja muito prazeroso produzir cerveja tem que ter disposição.

Equipamento em funcionamento no dia da brassagem da segunda leva.

Neste dia fiz a estréia do fogareiro de alta pressão e logo no início da brassagem já percebi a grande diferença, é infinitamente melhor do que usar um fogão comum.

Escrevi o passo-a-passo no dia anterior, portanto foi só seguir o que estava planejado. É sempre bom ter papel e caneta por perto pra ir registrando tudo: horários, temperaturas, etc.

O mais importante é ficar atento no controle das temperaturas usando o termômetro e dar sequência. A circulação do mosto ocorreu durante 1 hora que era o tempo previsto e foi muito boa, produziu um mosto bem bonito e com um cheiro muito bom.

Por causa da boa intensidade da chama, ao contrário do que aconteceu na primeira leva, consegui fazer a fervura bem intensa durante 1 hora, adicionando o lúpulo logo que a fervura começou.

Esses são pellets de lúpulo, que vem prensado. O lúpulo que confere cor e o amargor da cerveja, existem lúpulos de aroma também.

Terminada a fervura era hora do resfriamento do mosto. Optei desta vez por fazer de uma maneira diferente e, como não fiquei satisfeito com o desperdício de água do processo sugerido pelo fabricante do equipamento, resolvi fazer o seguinte:

– coloquei o mosto na panela de cima

– coloquei muito gelo e água na panela de baixo

– liguei o sistema (bomba elétrica) e fiz a recirculação do mosto passando por dentro do chiller imerso na água gelada

O resultado foi satisfatório mas ainda não fiquei satisfeito, não deu tão certo como eu esperava e por isso na terceira brassagem fiz diferente.

Passei o mosto pro fermentador e inoculei a levedura previamente hidratada.

A primeira brassagem demorou 9 horas, a segunda já foi bem mais curta e levei do início da ligação do sistema até colocar o mosto no fermentador e inocular o fermento cerca de 6 horas.

Esse post foi publicado em 2 - Segunda Leva: Weiss, Minhas Cervejas e marcado , , . Guardar link permanente.

2 respostas para Segunda Leva – A Brassagem da Weiss

  1. saul disse:

    Amigo, qual bomba voce esta utilizando?
    Poderia me passar o modelo e fabricante?

Os comentários estão encerrados.